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4 razões para não fazer seu carro pegar no tranco

Não tem data nem lugar certo para acontecer: quando você tem hora marcada, compromisso agendado, a chave gira mil vezes e nada consegue fazer o carro pegar. Ou pior: você está no meio do trânsito, só pensando em chegar logo em casa ou no trabalho, e o carro não dá sinais de vida. Nessas horas, a primeira ideia é empurrar e forçar o tranco, mas vale a pena?

A falta de partida ao girar a chave pode ter  as causas mais variadas: veículo desabastecido, motor fora do ponto ou bateria descarregada, o que pode ser verificado observando o painel — as luzes ficam fracas ou piscando, os ponteiros do velocímetro tremem ou existe barulho estranho no carro.

Nesses momentos, a melhor coisa a se fazer é contar com a concessionária. Eles saberão averiguar a origem do problema sem fazer nada às cegas — tentar fazer o carro pegar no tranco sem conferir se a correia dentada está rompida ou estourada, por exemplo. Existem vários riscos nesse procedimento, que você vai entender a seguir.

Neste post, vamos avaliar o quanto forçar o carro a pegar no tranco não é uma boa ideia. Afinal, há mais de uma razão para chamar o táxi e deixar o carro com a concessionária. Quer saber dos prós e contras para não ser pego desprevenido? Confira!

1. Danifica a correia dentada

Como comentamos, a correia pode estar comprometida quando o carro não dá partida. Tentar fazer o motor girar à força pode piorar a situação, ao forçar um giro com muito mais vigor que o padrão. Com esse solavanco, a borracha pode se romper e o seu dinheiro voar para pagar a troca!

2. Contamina o catalisador

Se, durante o tranco, o motor é acionado na hora errada, é certeza de haver a injeção de combustível além do seu limite. Com isso, uma parte dele não é totalmente consumida, indo parar no escapamento e contaminando o catalisador.

A sua superfície fica contaminada e não consegue fazer a sua função: reter os gases tóxicos na reação química. Resultado: mais dinheiro gasto e risco de levar multa.

3. Gera risco de acidentes de trânsito

Não importa quantos parceiros fortes vão ajudar a empurrar o carro ou quão deserta é a descida que dará embalo ao veículo: sem a partida do motor, há mais chances de perda do controle, o que, por sua vez, pode resultar em multa ao expor os demais a risco de acidentes.

4. Avaria o motor

O motor, principalmente aqueles de injeção eletrônica, não é desenvolvido para suportar o impacto que o tranco gera. Ao obrigar o motor a dar partida com as rodas já girando, todos os componentes ficam expostos a um impacto maior — dos cilindros aos circuitos eletrônicos, que se danificam mesmo se o motor não pegar no tranco, dado o aumento da tensão.

Somando tudo, fazer o carro pegar no tranco é assumir o risco de reparar peças danificadas, trocar aquelas estragadas, pagar muito mais no serviço ou até mesmo uma multa inesperada — isso tudo para não pagar um serviço simples e economizar algumas horas.

Saber o que se está fazendo é essencial para não agir contra o seu próprio bolso e a sua própria segurança!

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